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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Bordados – como ser uma mulher no Irã
Como ser mulher em um mundo onde apenas os homens podem tudo e a elas é reservado – unicamente – o papel de obedecer: ao pai, aos irmãos, ao marido, aos anciãos? Como resistir a uma cultura onde meninas de 13 anos são dadas como esposas a homens de 69 anos? Como sobreviver à opressão de um machismo perverso?
A quadrinista iraniana Marjane Satrapi tornou-se a mais importante porta-voz das mulheres do oriente a partir da publicação do seu primeiro livro “Persépolis”. Através das suas memórias pessoais e da família, a autora relembra a história recente do Irã dos aiatolás: a queda do Xá (que governava o país com uma tendência “europeizante”), a ascenção dos radicais religiosos, o fim do liberalismo cultural... O livro, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares, teve uma versão para cinema que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008.
Depois de Persépolis, Marjane repetiu a mesma fórmula com “Frango com ameixas” que conta a história do tio músico, que não consegue se adaptar ao radicalismo religioso. E agora lança no Brasil, pela Companhia das Letras, o seu terceiro livro: “Bordados”.
O romance gráfico investiga as lembranças e traumas das mulheres da família Satrapi e de suas amigas mais próximas. Em volta do samovar (uma peça tradicional no Irã, onde é servido o chá), oito mulheres se reúnem para contar suas histórias de dor, medo, humilhação e superação. Com um humor sutil e seu traço ingênuo (quase infantil), Marjane nos mostra como as mulheres iranianas conseguem tornar-se donas dos seus próprios destinos. Apesar de tudo, elas conseguem amar. Driblam a opressão de seus maridos, fazem cirurgias plásticas, traem, riem e fazem graça com sua própria condição. A autora faz um libelo feminista, sem cair no discurso panfletário.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Camelot fecha as portas
A melhor loja de quadrinhos de Buenos Aires e provavelmente uma das melhores da América Latina está fechando as portas. A Camelot, localizada na Avenida Corrientes - no centro de Buenos Aires - era a melhor livraria para encontrar comics europeus que já conheci abaixo da línha do Equador(superando as livrarias de São Paulo).
Pois a Camelot está em seus últimos dias de funcionamento e fecha as portas definitivamente em 28 de fevereiro. Uma lástima... Cada vez que um espaço como Camelot deixa de existir são centenas de leitores que deixam de ter acesso ao universo dos quadrinhos.
Torcemos que outras lojas ocupem o espaço vazio deixado...
Pois a Camelot está em seus últimos dias de funcionamento e fecha as portas definitivamente em 28 de fevereiro. Uma lástima... Cada vez que um espaço como Camelot deixa de existir são centenas de leitores que deixam de ter acesso ao universo dos quadrinhos.
Torcemos que outras lojas ocupem o espaço vazio deixado...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Dica para quem vai a Buenos Aires
Para quem é fã de quadrinhos. Ou mesmo para quem apenas curte as maravilhosas histórias da personagem Mafalda, criada pelo artista argentino Quino, vai aqui uma dicas se você for a Buenos Aires, não deixe de visitar dois pontos da capital que homenageiam aquela que é a personalidade argentina mais conhecida no mundo (ao lado de Maradona).
Estações de metro em Buenos Aires contam, desde o final de 2008, com imensos painéis de cerâmica com desenhos da personagem. O próprio Quino esteve presente à inauguração e comentou: “Quando me ofereceram participar, me pareceu uma ideia muito linda. É uma honra para mim ser parte de um programa cultural tão interessante. Estou entusiasmado já que é a primeira vez que minha obra se vê impressa nesta dimensão com esta técnica”. A empresa que administra o metrô argentino informa que cerca de 37 mil passageiros circulam por dia nestas estações.
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